terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vida louca ridiculamente inóspita e inconsolável. Capachos de uma colocação suprema, incoerente, coexistente. Inconstância. Acho que nunca toquei em nada sólido. Me ensina a ensinar, por que aqui ainda ta chovendo. Acho que o sol foi dormir. Cala a boca, desiste de tentar. Desejo de um pecado não compreendido. Um dia depois do cortejo. O primeiro barco pra Passargada, por favor. Sem passageiros, o barqueiro não aceita mais moedas. Realidade camuflada. Sinto alguém olhando. Cú. Volta a vender tua alma por 18 anos. Acho que os olhos mudaram de cor. Parece louco dito assim, dia 10, então não julgue, nem peça, por que se for capaz, tava tudo aqui. Humor. O prazer egoísta, masturbação existencial. Uma punheta ao cérebro. Um baseado de verdes sonhos. Um baseado gigante. Em fatos reais.

Ardnek
10/02/09

Pupila aberta


, e se somar a entrega com a lealdade e a loucura?
Quando que a plenitude quase sólida se converte em êxtase em qualquer noite de lugar nenhum?
Sem confissões toscas de um junkie no repé das três da tarde. Sóbrias tragadas de um azul cinzento, quase violeta.
A incapacidade humana de entregar o nada ao nada.
Aqui ou lá, o preço é o mesmo.
Então chore, goze, ria e caia de teto.
Me abrace me de um beijo.
Volta antes que eu morra.
Sem dramas, melodramas ou absurdos de um irmão perdido.
Vem cá, braços abertos, peito firme, mãos que tremem, cabeça girando, girando...
Um punhado de gente, num punhado de lugar, num pedaço de vida, para um quartinho de utopia. Ou meio.
Quem sabe não é quem responde.
Risada histérica camuflando o medo.
Tranqüilidade é chorar sozinho.
É não levar o mundo junto. Nem culpar qualquer coisa mais fácil que aceitar a loucura. A inconsciência apática do irreal atrelado ao fluxo insano da insignificância.
A alusão ao nada.
Do pó ao pó.
Creio em...
Hã?
Caminhando e cantando sem canção alguma. Sem nada a dizer. Nada a declarar. [culpado]. Sempre com tempo de sobra pra novas vítimas dentro de mim mesmo.
Sonhei... Mas esqueci quando ascendi o cigarro ou a TV ou o café quase cheio de alguma coisa que eu sempre neguei.
E quando percebo a roda da fortuna ta girando outra vez, passando por caminhos conhecidos, com passageiros diferentes,
Duas passagens, por favor...
Acho que vou sentar na janela.

Ardnek

06/05/09