terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pupila aberta


, e se somar a entrega com a lealdade e a loucura?
Quando que a plenitude quase sólida se converte em êxtase em qualquer noite de lugar nenhum?
Sem confissões toscas de um junkie no repé das três da tarde. Sóbrias tragadas de um azul cinzento, quase violeta.
A incapacidade humana de entregar o nada ao nada.
Aqui ou lá, o preço é o mesmo.
Então chore, goze, ria e caia de teto.
Me abrace me de um beijo.
Volta antes que eu morra.
Sem dramas, melodramas ou absurdos de um irmão perdido.
Vem cá, braços abertos, peito firme, mãos que tremem, cabeça girando, girando...
Um punhado de gente, num punhado de lugar, num pedaço de vida, para um quartinho de utopia. Ou meio.
Quem sabe não é quem responde.
Risada histérica camuflando o medo.
Tranqüilidade é chorar sozinho.
É não levar o mundo junto. Nem culpar qualquer coisa mais fácil que aceitar a loucura. A inconsciência apática do irreal atrelado ao fluxo insano da insignificância.
A alusão ao nada.
Do pó ao pó.
Creio em...
Hã?
Caminhando e cantando sem canção alguma. Sem nada a dizer. Nada a declarar. [culpado]. Sempre com tempo de sobra pra novas vítimas dentro de mim mesmo.
Sonhei... Mas esqueci quando ascendi o cigarro ou a TV ou o café quase cheio de alguma coisa que eu sempre neguei.
E quando percebo a roda da fortuna ta girando outra vez, passando por caminhos conhecidos, com passageiros diferentes,
Duas passagens, por favor...
Acho que vou sentar na janela.

Ardnek

06/05/09

Um comentário:

  1. sempre ele quer sentar na janelinha
    hahahahaha
    to roubando teu cigarro
    teu namorado sabe fazer danoninho
    eu acabei de achar meu boton do slash
    não sei como escreve boton
    mas de qualquer forma
    =)
    eu te amo *.*
    e adoro andar de bicicleta

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